15 Paratletas Brasileiros para Conhecer - Tovcare

15 Paratletas Brasileiros para Conhecer

Os Jogos Paralímpicos de Verão já tiveram 17 edições e o Brasil conquistou mais de 450 medalhas nesse período. Na lista de medalhistas do país há alguns nomes que se destacam pela quantidade de medalhas alcançadas.

A natação é a modalidade em que o Brasil mais acumula medalhas, com 10 paratletas entre os 20 maiores medalhistas do país. A segunda modalidade mais premiada é o atletismo, com 9 aparições no top 20, e um paratleta representando o judô. Mas a verdade é que o Brasil possui diversos nomes que merecem destaque em diferentes modalidades. 

Por isso, decidimos listar alguns dos maiores medalhistas paralímpicos do Brasil e destacar outros paratletas detentores de medalhas dos Jogos Paralímpicos que merecem menção em suas modalidades. Vamos conhecer esses paratletas?

Daniel Dias - Natação

27 medalhas - 14 ouros, 7 pratas e 6 bronzes

Daniel Dias é o maior medalhista paralímpico do Brasil e um dos maiores do mundo. Ele já participou de quatro edições dos Jogos Paralímpicos (Beijing 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020). 

O nadador se destacou por sua versatilidade em provas de diferentes estilos e distâncias. Sua trajetória inclui múltiplos recordes mundiais e definitivamente contribuiu para o reconhecimento internacional da natação paralímpica brasileira. Embora tenha se aposentado e esteja longe das piscinas desde 2021, Dias segue como inspiração para gerações de atletas com deficiência no país. 

Até o momento, logo atrás de Daniel no top 3 de paratletas brasileiros há outros dois nadadores: André Brasil e Clodoaldo Silva, ambos com 14 medalhas.


(crédito: Ale Cabral/CPB)

André Brasil - Natação

14 medalhas - 7 ouros, 5 pratas e 2 bronzes

André praticou diversos esportes, como futsal, taekwondo, basquete e foi na natação que se destacou. Em 1992, André foi federado pelo Clube Rômulo Arantes/Botafogo e iniciou sua trajetória competitiva. O paratleta é conhecido pela sua versatilidade e força na piscina, tendo participado de três edições dos Jogos Paralímpicos: Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016.


(crédito: Arquivo Pessoal)

Clodoaldo Silva - Natação

14 medalhas - 6 ouros, 6 pratas, 2 bronzes

Clodoaldo começou a praticar natação em 1996, em Natal, e logo demonstrou sua aptidão para o esporte, pois em apenas dois anos disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro. O “Tubarão” participou de cinco edições dos Jogos Paralímpicos: Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016, onde se despediu das piscinas. Atualmente, Clodoaldo trabalha como palestrante, apresentador, comentarista e consultor em acessibilidade e inclusão do esporte.


(crédito: Reprodução / site CPB)

Ádria Santos - Atletismo

13 medalhas - 4 ouros, 8 pratas, 1 bronze

Ádria Santos é a mulher brasileira com mais medalhas nos Jogos Paralímpicos e a paratleta que detém a quarta posição geral de medalhistas brasileiros. A velocista participou de seis edições dos jogos, em Seul 1988, Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. 

Suas conquistas foram nos 100m, 200m e 400m. A “Filha do Vento” entrou para a história abrindo caminhos para os atletas com deficiência visual. É um símbolo de determinação e referência em defesa dos direitos dos PCD no esporte e na sociedade.

Em Paris 2024, Ádria foi ultrapassada no número de ouros femininos pela nadadora Carol Santiago, detentora de seis ouros paralímpicos. Aos 50 anos de idade, Ádria trocou as pistas pelo goalball no Regional Sul de Goalball 2025 e vem defendendo as cores da AJIDEVI (Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais).


(crédito: Reprodução / site CPB)

Luiz Cláudio Pereira - Atletismo

13 medalhas - 10 ouros e 3 pratas

Ainda na adolescência, Luiz Cláudio iniciou sua jornada no esporte. Com muita dedicação, ele se tornou um dos primeiros grandes heróis paralímpicos do país em disputas do arremesso de peso, do lançamento de dardo e do lançamento de disco. 

Após 10 anos competindo no atletismo, Luiz Cláudio se aposentou e assumiu o cargo de vice-presidente administrativo do Comitê Paralímpico Brasileiro, se tornando posteriormente presidente da Associação Brasileira de Rúgbi em cadeira de rodas (ABRC). O ex-paratleta faleceu em março de 2022.


(crédito: Daniel Zappe / CPB)

Odair Santos - Atletismo

9 medalhas - 5 pratas e 4 bronzes

Odair é um dos destaques do atletismo paralímpico brasileiro e é conhecido por suas habilidades em categorias como T11, T12 e T13. Em quatro edições dos Jogos Paralímpicos, ele se destacou principalmente nas provas de meio-fundo. Além de competir, o paratleta se dedica ativamente a promover o atletismo para pessoas com deficiência visual.


(Odair Santos sobe ao pódio com seu guia Carlos / crédito: Reprodução / site CPB)

Antônio Tenório - Judô

11 medalhas - 8 ouros, 1 prata e 2 bronzes

Antônio Tenório é um judoca paralímpico renomado, que representa o Brasil desde a década de 1990 e é reconhecido por sua técnica refinada e coragem. Ele já praticava judô desde os 8 anos de idade e na juventude adaptou-se muito bem ao judô paralímpico. Tenório é um dos atletas mais respeitados no esporte paralímpico e um exemplo de persistência, tendo participado de várias edições dos Jogos Paralímpicos.


(crédito: Divulgação / CBDV)

Jovane Silva Guissone | Esgrima em Cadeira de Rodas

4 medalhas - 2 ouros, 1 prata e 1 bronze

Guissone começou a praticar a esgrima paralímpica aos 25 anos. O paratleta se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro na esgrima em cadeira de rodas nas Paralimpíadas de Londres 2012, superando todos os adversários competindo na categoria espada individual B.


(crédito: Alesandra Cabral/CPB)

Alexandre Galgani - Tiro esportivo 

2 medalhas - 2 pratas

Alexandre Galgani é um atirador especialista em carabina de ar deitado 10m e tem conquistado sucesso representando o Brasil no tiro esportivo paralímpico. Ele estreou na Rio 2016 e posteriormente em Tóquio 2020 competiu como único representante do Brasil no tiro esportivo paralímpico. 

Com habilidades precisas, o paratleta também é destaque em competições internacionais, como Parapan-Americanos de Santiago 2023, onde obteve ouro na carabina 50m e prata na carabina 10m, e um bronze no Mundial de Lima 2023.


(crédito: Dhavid Normando/CPB)

Silvana Fernandes - Taekwondo

2 medalhas - 2 bronzes

Silvana foi a primeira mulher brasileira a conquistar medalha paralímpica no taekwondo, um bronze em Tóquio 2020. Na edição seguinte, em Paris 2024, seu segundo bronze foi alcançado na categoria até 57kg. 

Silvana começou a praticar atletismo aos 15 anos, trocou de modalidade ao se apaixonar pelo taekwondo paralímpico pela internet. Com uma trajetória marcada por dedicação e disciplina, a paratleta é medalhista de ouro em torneios internacionais como Pan-Americano em Heredia (Costa Rica) em 2020 e nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.


(crédito: Ale Cabral/CPB)

Anos e Locais dos Próximos Jogos Paralímpicos

Os próximos Jogos Paralímpicos de Verão acontecerão em Los Angeles (EUA) em 2028 e a edição seguinte será em Brisbane (Austrália) em 2032. Em relação às próximas edições de inverno, em 2026 os Jogos serão em Milão e Cortina (Itália), em seguida nos Alpes Franceses (França) em 2030 e Salt Lake City (EUA) em 2034. Prepare-se para acompanhar as próximas edições e seguir torcendo pelos paratletas brasileiros!

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