O Setembro Amarelo é a campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida no Brasil. Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) apresenta o tema “Escutar é estar presente”, reforçando a importância de uma escuta acolhedora para quem enfrenta um momento de sofrimento emocional.
A depressão pode surgir de diferentes formas e afetar a maneira como uma pessoa enxerga o mundo, realiza suas atividades e se relaciona com outras pessoas. Por isso, falar sobre o assunto ajuda a combater preconceitos e a lembrar que tristeza e depressão não são a mesma coisa. A tristeza faz parte da experiência humana, enquanto o diagnóstico de um quadro depressivo depende da avaliação de um profissional.
Reconhecendo os Sinais de Alerta
Nem sempre é fácil perceber quando alguém está passando por um sofrimento profundo. O isolamento social, o afastamento de atividades que antes proporcionavam prazer, mudanças importantes no desempenho escolar ou profissional e o descuido com a própria aparência podem indicar que algo não vai bem.
Frases como “quero desaparecer” ou “preferia estar morto” também devem ser levadas a sério. Ainda assim, é importante lembrar que uma pessoa sem formação na área não deve tentar diagnosticar a si mesma ou outra pessoa. Os sinais servem como alerta e podem indicar a necessidade de procurar ajuda profissional.
A Relação entre Mente e Corpo
Cuidar da saúde mental também passa pelo cuidado com o corpo. A atividade física pode fazer parte dessa rotina de autocuidado, contribuindo para o bem-estar, a disposição, a qualidade do sono e o controle do estresse.
Movimentar o corpo estimula diferentes respostas do organismo relacionadas ao bem-estar e pode ajudar a reduzir a tensão e melhorar o humor. Além disso, a prática regular de exercícios está associada a benefícios para o sono e para a saúde de forma ampla — aspectos que também influenciam a maneira como lidamos com os desafios do dia a dia.
Não é preciso começar com grandes mudanças. Uma caminhada, alguns minutos de alongamento, uma dança ou outra atividade que faça sentido para a rotina já podem ser formas de colocar o corpo em movimento. O mais importante é encontrar uma prática possível, prazerosa e adequada às próprias condições.
Na prevenção, na reabilitação ou no autocuidado diário, movimento e saúde mental podem caminhar juntos. Afinal, cuidar do corpo também é uma forma de cuidar de si por inteiro.
Escutar Também é Cuidar
(setembro-amarelo / crédito: MetaAI)
Nem sempre quem está sofrendo vai conseguir pedir ajuda diretamente. Por isso, estar atento às pessoas próximas pode ser importante. Ouvir sem julgamentos, demonstrar presença e abrir espaço para uma conversa são atitudes que podem ajudar alguém a se sentir menos sozinho.
Quando houver sinais de sofrimento intenso ou persistente, o mais importante é incentivar a busca por profissionais capacitados. Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde podem avaliar cada situação e indicar o acompanhamento adequado.
Um Cuidado para Todo o Ano
O Setembro Amarelo concentra a atenção em um tema que precisa continuar sendo discutido depois que o mês termina. Cuidar de si, manter vínculos, observar mudanças de comportamento, respeitar os próprios limites e estar disponível para escutar quem precisa são atitudes que podem fazer parte da rotina durante todo o ano.
Valorizar a vida também significa criar espaços onde as pessoas possam falar, ser ouvidas e encontrar apoio. O cuidado com o corpo, com as emoções e com quem está ao nosso redor não deve ficar restrito a uma campanha, mas acompanhar cada etapa da vida.
